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Jogo do tigrinho é crime? O que a lei mudou em 2026

✓ Atualizado em 1 de outubro de 2026 · Revisão: Dr. Fabrício Santos Cruvinel, OAB 51.741

Você jogou, perdeu e agora leu em algum lugar que aquilo era ilegal. A resposta depende de uma coisa só, que não é o jogo: é a autorização da plataforma. Esta página mostra o que a lei chama de jogo de azar, como conferir em três minutos se a bet é autorizada e o que a lei de março de 2026 mudou para as bets, para os bancos e para quem divulga.

Não é crime: é contravenção penal

A resposta curta incomoda os dois lados.

Apostar no tigrinho não é crime. Mas também não é indiferente para o direito penal: quando a plataforma não tem autorização do Ministério da Fazenda, a conduta cai no art. 50 da Lei das Contravenções Penais, o Decreto-Lei 3.688 de 1941. Contravenção é a categoria mais leve da lei penal brasileira, com pena de prisão simples, e no caso do apostador nem isso: é multa.

A distinção não é preciosismo. Ela muda a pena, o prazo de prescrição, quem investiga e o registro que sobra.

Quem chega ao escritório chega pelo dinheiro perdido. A conversa penal aparece depois, quando alguém diz que aposta é ilegal e a pessoa fica com medo de procurar a Justiça. Procurar a Justiça para reaver dinheiro não expõe ninguém a processo criminal.

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O que a lei chama de jogo de azar

O art. 50, § 3º, alínea "a" define jogo de azar como aquele em que o ganho e a perda dependem exclusiva ou principalmente da sorte.

É uma definição de 1941 e continua funcionando. Ela não fala em cassino, em máquina ou em aplicativo: fala no peso que a sorte tem no resultado. Onde a habilidade decide, fica de fora. Onde a pessoa aperta um botão e espera o sorteio, fica dentro, seja a roleta física ou uma animação na tela do celular.

O caput do artigo pune quem estabelece ou explora jogo de azar em lugar público ou acessível ao público, com prisão simples de três meses a um ano e multa.

E há um decreto pouco citado, o Decreto-Lei 9.215 de 1946. Ele fez duas coisas: restaurou a vigência do art. 50 em todo o território nacional e declarou nulas todas as licenças e autorizações que existiam em sentido contrário. Foi ele que fechou os cassinos no Brasil, e é ele que explica por que qualquer liberação de jogo depende de lei nova.

O tigrinho cabe nessa definição

Cabe, e a própria lei das apostas ajuda a demonstrar.

A Lei 14.790 de 2023 define jogo on-line no art. 3º, inciso VIII, como o canal eletrônico que viabiliza a aposta virtual em jogo cujo resultado é determinado pelo desfecho de evento futuro aleatório, a partir de um gerador randômico de números, de símbolos, de figuras ou de objetos.

Símbolos e figuras sorteados por gerador randômico é a descrição técnica exata do jogo do tigrinho e dos seus primos de outros bichos e frutas.

Ou seja: o legislador não fingiu que aquilo era outra coisa. Ele reconheceu a mecânica, deu nome a ela e a colocou dentro de uma modalidade lotérica regulada. O que separa o lícito do ilícito, portanto, não é o jogo em si. É quem opera o jogo.

O que a Lei 14.790 legalizou, e o que ela não tocou

A lei criou a modalidade lotérica de apostas de quota fixa e submeteu a exploração a uma autorização.

Pelo art. 5º, essa autorização é ato administrativo discricionário do Ministério da Fazenda, praticado segundo conveniência e oportunidade, com caráter personalíssimo, inegociável e intransferível, e prazo de até cinco anos. Não é registro automático nem licença que se compra: é decisão do Estado, empresa por empresa.

Agora vem a parte que merece precisão.

A Lei 14.790 não menciona a Lei das Contravenções Penais, não menciona o Decreto-Lei 9.215 e não usa a palavra contravenção em nenhum de seus artigos. Ela não revogou o art. 50 nem abriu exceção expressa a ele. A compatibilização entre as duas normas é feita por especialidade: o que a lei nova autorizou deixou de ser jogo proibido, e tudo o que ficou fora da autorização continua exatamente onde estava desde 1946.

Na prática isso significa uma coisa só, e ela vale para o leitor: mesmo jogo, mesma tela, mesmo tigre. Em plataforma autorizada, loteria regulada. Fora dela, art. 50.

A multa que alcança o apostador pela internet

Aqui está o dispositivo que o leitor não espera encontrar.

O art. 50, § 2º, com a redação dada pela Lei 13.155 de 2015, diz que incorre na pena de multa, de R$ 2.000,00 a R$ 200.000,00, quem é encontrado a participar do jogo, ainda que pela internet ou por qualquer outro meio de comunicação, como ponteiro ou apostador.

A expressão "ainda que pela internet" foi acrescentada em 2015, quando o legislador percebeu que a contravenção tinha saído do salão e ido para o navegador.

QuemO que a lei prevêOnde está
Quem explora o jogo sem autorizaçãoprisão simples de 3 meses a 1 ano, e multaart. 50, caput
Quem aposta, inclusive pela internetmulta de R$ 2.000 a R$ 200.000art. 50, § 2º
Se participa do jogo menor de 18 anospena do explorador aumentada de um terçoart. 50, § 1º
Quem aposta em plataforma autorizadanadaLei 14.790, art. 5º

Lembrando que o § 2º pune quem é encontrado a participar do jogo, e não há notícia de repressão sistemática ao apostador on-line no Brasil. O risco penal concreto de quem apostou é baixo. O que não é baixo é o prejuízo, e é sobre ele que a página termina.

Se a plataforma travou o seu saque, me chama no WhatsApp com o print.

Como conferir se a plataforma é autorizada

Dá para fazer isso em três minutos, sozinho, e o caminho tem uma armadilha.

Primeiro, olhe o domínio na barra de endereço, não o nome que aparece no anúncio. A Secretaria de Prêmios e Apostas responde, nas questões técnicas do próprio portal, que somente as marcas exploradas por pessoas jurídicas autorizadas podem adotar o domínio "bet.br". Terminar em bet.br é sinal positivo.

Segundo, procure esse domínio na lista Empresas Autorizadas, na Transparência Ativa da Secretaria. A tabela traz empresa, CNPJ, marcas, domínio, portaria de autorização, número do requerimento no SIGAP e o documento do processo, e existe em PDF e em planilha para baixar. Procure pela coluna de domínio, e não pelo nome da empresa: em 8 de setembro de 2026 a lista tinha 85 empresas para 188 domínios, porque um mesmo CNPJ opera várias marcas.

Terceiro, e esta é a armadilha: não achar na lista não prova irregularidade. Existe uma segunda página, das Autorizadas por Determinação Judicial, com plataformas operando em âmbito nacional por decisão liminar, e os domínios delas terminam em ".bet", não em ".bet.br". Três empresas da lista principal também aparecem com domínio "a definir".

A regra que circula na internet, de que tudo que não termina em bet.br é ilegal, reprova plataforma que está operando amparada por decisão judicial.

Não achou o domínio em nenhuma das duas listas? Me manda o endereço pelo WhatsApp.

Se é isso que está acontecendo com você, mande sua situação pelo WhatsApp. A conversa inicial serve para entender o seu caso.

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O que mudou em 2026

A alteração deste ano não veio numa lei de loterias. Veio na Lei 15.358, de 24 de março de 2026, que institui o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado no Brasil, a chamada Lei Raul Jungmann.

A mesma lei que tipifica os crimes de domínio social estruturado e altera o Código Penal, o Código de Processo Penal, a Lei dos Crimes Hediondos e a lei de lavagem de dinheiro alterou também a lei das apostas, em 28 dispositivos.

O recado institucional está no endereço da mudança. Aposta irregular deixou de ser tratada como problema de regulação de loteria e passou a ser tratada como financiamento de estrutura criminosa.

O art. 42 dessa lei inseriu na Lei 14.790 um conjunto de deveres que não recai sobre o apostador nem sobre a bet, e sim sobre quem move o dinheiro.

O Pix, o extrato e o bloqueio de contas

O novo art. 21-A determina que, constatada pela autoridade competente a exploração por pessoa não autorizada, as instituições financeiras, as instituições de pagamento e os instituidores de arranjos deverão bloquear as contas dos operadores irregulares e impedir novas transações, observado o devido processo administrativo.

O art. 24-A obriga essas instituições a se integrarem a sistemas de compartilhamento de indícios de fraude eletrônica, para comunicar, consultar e aplicar bloqueio, recusa ou análise reforçada.

E o art. 24-B manda o Banco Central regulamentar mecanismos específicos dentro do Pix, entre eles uma modalidade de transação exclusiva para apostas vinculada a cadastro de operadores autorizados, filtros automatizados por CNAE e por chave Pix, integração com diretórios de autoexclusão e marcações visuais no extrato das transações com operadoras de apostas.

Essa última é a que muda a vida de quem litiga. Marcação no extrato significa prova de aposta identificável sem perícia, e prova fácil muda a conta de quem pensa em processar.

O influenciador que divulga responde

Passou a responder, com uma condição escrita na lei.

A Lei 15.358 acrescentou ao rol de infrações da Lei 14.790 a conduta de patrocinar ou monetizar conteúdos publicitários, campanhas ou outras ações de comunicação, inclusive por meio de plataformas digitais, redes sociais, produtores de conteúdo, influenciadores ou empresas de publicidade e marketing, associados a operador não autorizado. A condição é haver ciência inequívoca da irregularidade, o que inclui notificação oficial, decisão administrativa ou publicação em meios oficiais.

Antes disso, a Lei 14.790 já vedava, no art. 17, inciso III, publicidade que apresente a aposta como socialmente atraente ou que contenha afirmações de celebridades sugerindo que o jogo contribui para o êxito pessoal ou social.

Duas portarias de julho de 2026 fecharam o cerco: a Portaria SPA/MF nº 1.964, de 3 de julho, sobre jogo responsável e comunicação, e a Portaria Interministerial MF/SECOM/MJSP nº 73, de 10 de julho, sobre publicidade e oferta.

Menor de 18 anos

O art. 26, inciso I, da Lei 14.790 veda a participação de menor de 18 anos como apostador, direta ou indiretamente, inclusive por interposta pessoa.

Interposta pessoa é a expressão que resolve o caso mais comum, que é o adolescente apostando na conta de um adulto da família.

E o art. 50, § 1º da Lei das Contravenções agrava em um terço a pena de quem explora o jogo se participa dele pessoa menor de dezoito anos. São duas normas diferentes atacando o mesmo problema, uma administrativa e uma penal.

Se o dinheiro apostado saiu da conta de um adulto, a discussão sobre devolução muda de figura e passa a envolver quem tinha o dever de guarda da senha e do cartão.

Perdeu dinheiro: o caminho é cível

Nada do que está acima devolve dinheiro a ninguém.

A contravenção do art. 50 é matéria penal, e processo penal não paga apostador. O mapa das hipóteses de devolução, com a ação, o foro, o custo e o prazo, está em como recuperar dinheiro perdido em apostas. Quem quer discutir devolução está falando de responsabilidade civil, que corre em outra porta, com outras provas e outro prazo. A regra geral é dura: perder apostando não gera, sozinho, direito a receber de volta.

O que abre discussão são situações específicas, e a principal delas, que é o vício em jogo reconhecido por profissional de saúde mental, está tratada em indenização de casa de apostas, com o que os juízes têm decidido e o que precisa estar no laudo.

Quando o dinheiro saiu por golpe e não por aposta, o caminho é outro, e está em caí no golpe do PIX. Se a dívida veio depois, com nome negativado ou cobrança, o roteiro é o de não consigo pagar minhas dívidas. E quem quer entender como se processa uma plataforma antes de decidir encontra o passo a passo em como processar uma empresa e a régua de valores em como o valor do dano moral é calculado.

Se você perdeu dinheiro numa plataforma e não sabe se ela era autorizada, me manda o print da tela e o extrato pelo WhatsApp que eu digo se aquilo sustenta um pedido.

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Perguntas frequentes

Apostar no jogo do tigrinho é crime?
Não é crime. Quando a plataforma não tem autorização do Ministério da Fazenda, a conduta é contravenção penal, prevista no art. 50 da Lei das Contravenções Penais. Para quem apenas aposta, a lei prevê multa, e não prisão. Em plataforma autorizada pela Lei 14.790/2023, apostar não configura infração alguma.
Qual a diferença entre crime e contravenção penal?
Contravenção é a categoria mais leve da lei penal brasileira. A pena máxima do art. 50 é prisão simples de três meses a um ano para quem explora o jogo, e multa para quem aposta. A diferença muda a pena, o prazo de prescrição, o órgão que investiga e o registro que fica.
Quem aposta pela internet pode ser multado?
A lei prevê essa multa. O art. 50, § 2º da Lei das Contravenções, com a redação dada pela Lei 13.155/2015, fixa multa de R$ 2.000,00 a R$ 200.000,00 a quem é encontrado a participar do jogo, ainda que pela internet, como ponteiro ou apostador. Não há notícia de aplicação sistemática contra apostadores on-line.
O jogo do tigrinho é legalizado no Brasil?
A mecânica dele é. A Lei 14.790/2023 define jogo on-line como aquele cujo resultado vem de gerador randômico de números, símbolos, figuras ou objetos, e o coloca dentro da modalidade lotérica regulada. O que decide a legalidade não é o jogo, e sim se a plataforma que o oferece tem autorização.
Como saber se uma bet é autorizada pelo Ministério da Fazenda?
Copie o domínio da barra de endereço e procure por ele na lista Empresas Autorizadas, na página de Transparência Ativa da Secretaria de Prêmios e Apostas. Procure pela coluna de domínio, e não pelo nome da empresa: uma mesma empresa costuma operar várias marcas, cada uma com endereço próprio.
Se o site não termina em bet.br, a plataforma é ilegal?
Não necessariamente. Existe uma segunda lista oficial, das autorizadas por determinação judicial, e as plataformas que estão nela operam com domínio terminado em ponto bet, sem o br. Algumas empresas da lista principal também constam com domínio a definir. A ausência na primeira lista não prova irregularidade.
O que é o domínio bet.br?
É o domínio reservado às marcas exploradas por empresas autorizadas, regulamentado pela Instrução Normativa SPA/MF nº 11, de 4 de novembro de 2024. Nas questões técnicas do próprio portal, a Secretaria informa que somente marcas de pessoas jurídicas autorizadas podem adotá-lo. Terminar em bet.br é sinal positivo.
Perdi dinheiro no tigrinho, dá para recuperar?
Depende do motivo da perda. Perder apostando não gera, sozinho, direito a receber de volta. Abrem discussão situações específicas, como vício em jogo reconhecido por profissional de saúde mental, saque negado, aposta feita por menor de idade ou plataforma sem autorização. Cada uma exige prova diferente.
O que mudou na lei das apostas em 2026?
A Lei 15.358, de 24 de março de 2026, que institui o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, alterou 28 dispositivos da lei das apostas. Ela criou deveres de bloqueio de contas para bancos, mandou o Banco Central regulamentar mecanismos no Pix e alcançou quem monetiza publicidade de operador irregular.
O banco pode bloquear a conta de uma casa de apostas?
Passou a ter o dever de bloquear. Pelo art. 21-A da Lei 14.790, incluído em 2026, constatada pela autoridade competente a exploração por pessoa não autorizada, as instituições financeiras e de pagamento deverão bloquear as contas dos operadores irregulares e impedir novas transações, observado o devido processo administrativo.
O extrato bancário vai mostrar que a transação foi aposta?
É o que a lei determina que seja regulamentado. O art. 24-B manda o Banco Central criar mecanismos no Pix, entre eles filtros por CNAE e por chave e marcações visuais no extrato das transações com operadoras de apostas. Para quem litiga, isso significa prova de aposta identificável sem perícia.
Influenciador que divulga bet pode ser responsabilizado?
Pode, com uma condição escrita na lei. A reforma de 2026 incluiu entre as infrações patrocinar ou monetizar conteúdo publicitário associado a operador não autorizado, inclusive por meio de redes sociais, produtores de conteúdo e influenciadores, desde que haja ciência inequívoca da irregularidade, por notificação oficial ou publicação em meio oficial.
Menor de 18 anos pode apostar?
Não. O art. 26, inciso I da Lei 14.790 veda a participação de menor de 18 anos como apostador, direta ou indiretamente, inclusive por interposta pessoa, o que alcança o adolescente que aposta na conta de um adulto. E o art. 50, § 1º da Lei das Contravenções agrava em um terço a pena de quem explora o jogo nesse caso.
Preciso de advogado para processar uma casa de apostas?
No Juizado Especial Cível, causas de até 20 salários mínimos dispensam advogado. Acima disso, e em qualquer recurso, a presença é obrigatória. Como esse tipo de caso costuma depender de extrato, prova do cadastro e laudo, a montagem do processo pesa mais do que o valor da causa.

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Dr. Fabrício Santos Cruvinel

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Fontes e base legal

Ver a legislação, os julgados e os endereços consultados

Decreto-Lei 3.688/1941 (Lei das Contravenções Penais), art. 50, caput e §§ 1º, 2º, 3º e 4º, com a redação do § 2º dada pela Lei 13.155/2015. Decreto-Lei 9.215/1946, arts. 1º e 3º. Lei 14.790/2023, arts. 1º, 3º VIII, 5º, 17 III, 21, 26 I e 30. Lei 15.358, de 24 de março de 2026 (Marco Legal do Combate ao Crime Organizado), art. 42, que inseriu os arts. 21-A, 24-A, 24-B e 24-C e novos incisos ao art. 39 da Lei 14.790/2023. Instrução Normativa SPA/MF nº 11, de 4 de novembro de 2024 (domínio bet.br), Portaria SPA/MF nº 1.964, de 3 de julho de 2026, e Portaria Interministerial MF/SECOM/MJSP nº 73, de 10 de julho de 2026, relacionadas na página de legislação da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Listas Empresas Autorizadas (atualizada em 04/09/2026, 85 empresas e 188 domínios) e Autorizadas por Determinação Judicial (atualizada em 03/09/2026), ambas na Transparência Ativa da Secretaria de Prêmios e Apostas. Questões técnicas da mesma Secretaria, quanto ao uso do domínio bet.br por marcas de pessoas jurídicas autorizadas.

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Dr. Fabrício Santos Cruvinel