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Demissão em massa: é permitida? O que decidiu o STF

✓ Atualizado em 1 de outubro de 2026 · Revisão: Dr. Fabrício Santos Cruvinel, OAB 51.741

Demissão em massa: se é permitida, o Tema 638 do STF, a participação do sindicato, os direitos de quem sai, o PDV e o que o TST decidiu de 2023 a 2025.

Demissão em massa é permitida?

É, mas com uma condição que a CLT não diz sozinha. Desde a Reforma Trabalhista, a lei equipara as dispensas individuais, plúrimas e coletivas, sem exigir autorização do sindicato nem acordo coletivo (CLT, art. 477-A). Em 2022, porém, o STF decidiu, com repercussão geral, que a intervenção prévia do sindicato é exigência imprescindível para a dispensa em massa, e que ela não se confunde com autorização (Tema 638).

O que o STF decidiu no Tema 638

A tese é esta: a intervenção sindical prévia é exigência procedimental imprescindível para a dispensa em massa, e não se confunde com autorização do sindicato nem com convenção ou acordo coletivo. Segundo o STF, a intervenção estimula o diálogo, mas não impõe condições nem garante estabilidade no emprego.

Em 2023, o STF limitou a regra às demissões ocorridas depois de 14 de junho de 2022, a data da publicação da ata do julgamento.

Ou seja, a empresa não precisa da concordância do sindicato, mas precisa chamá-lo para negociar antes de demitir em massa.

Demissão em massa precisa de sindicato?

Precisa da participação, e não da autorização. Em 2024, a 3ª Turma do TST, que é uma das oito turmas do tribunal, proibiu uma construtora de fazer dispensa coletiva sem negociar com o sindicato, disse que o diálogo prévio, leal e efetivo é requisito de validade e fixou multa diária de R$ 10 mil por trabalhador em caso de descumprimento.

Guarde a comunicação da demissão e a data.

Quais são os direitos de quem é demitido em massa?

Na leitura do escritório, quem sai numa demissão em massa tem, no mínimo, os mesmos direitos da dispensa sem justa causa: aviso prévio, férias e 13º proporcionais, saque do FGTS com a multa de 40% e pagamento em até 10 dias (CLT, art. 477, § 6º). O acerto está em demissão sem justa causa e a multa, em multa de 40% do FGTS.

Se a empresa fez um plano de demissão voluntária previsto em norma coletiva, a adesão dá quitação plena dos direitos do contrato, salvo se o acordo disser o contrário (CLT, art. 477-B).

Leia o plano de demissão voluntária antes de aderir.

Se você foi demitido junto com muitos colegas, sem negociação com o sindicato, ou a empresa não pagou a rescisão, mande um resumo pelo WhatsApp. A conversa inicial diz o que dá pra fazer.

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Demissão em massa sem sindicato: o que acontece

As decisões do TST variam conforme a data e o pedido. Em 2023, a 3ª Turma manteve a reintegração de uma empregada dispensada com outras 683 pessoas antes da reforma, citando o Tema 638. Em 2024, a mesma Turma afastou a indenização de 44 empregados dispensados em 2018, por causa do limite de data fixado pelo STF, mas manteve a ordem de não repetir a dispensa sem o sindicato.

Em 2025, a SDI-1 do TST decidiu que a falta de negociação, sozinha, não gera dano moral coletivo, e que é preciso provar o dano.

Na leitura do escritório, para dispensas feitas depois de 14 de junho de 2022 sem a participação do sindicato, a validade da demissão pode ser questionada, e o resultado depende das provas de cada caso.

O que conta como demissão em massa?

O STF não fixou um número. A lei fala em dispensas individuais, plúrimas e coletivas sem defini-las (CLT, art. 477-A). Na leitura do escritório, conta o número de desligados, o período em que ocorreram e o motivo comum, e isso se discute caso a caso.

O prazo para cobrar

Até dois anos depois do fim do contrato, alcançando os cinco anos anteriores à ação (Constituição, art. 7º, XXIX). Lembrando que o caminho da ação está em processo trabalhista.

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Resumindo:

A perguntaA resposta
Demissão em massa é permitida?Sim, com intervenção prévia do sindicato
Precisa de autorização do sindicato?Não; precisa de participação e diálogo
Desde quando?Demissões após 14/6/2022, pelo STF
Quais os direitos?No mínimo os da dispensa sem justa causa
E o PDV?A adesão dá quitação plena, salvo ressalva
Sem sindicato, a demissão cai?Depende do caso; o TST já decidiu dos dois jeitos

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Perguntas frequentes

Demissão em massa é permitida?
É, desde que o sindicato participe antes. A CLT dispensa a autorização sindical (art. 477-A), mas o STF decidiu em 2022 que a intervenção sindical prévia é imprescindível para a dispensa em massa (Tema 638).
O que o STF decidiu sobre demissão em massa?
Que a intervenção sindical prévia é exigência procedimental imprescindível para a dispensa em massa, e não se confunde com autorização do sindicato nem com convenção ou acordo coletivo (Tema 638, 2022).
Demissão em massa precisa de autorização do sindicato?
Não. Precisa da participação prévia do sindicato, com diálogo, mas não da concordância dele, segundo o STF.
A regra do STF vale para demissões antigas?
Não. Em 2023, o STF limitou a exigência às demissões em massa ocorridas depois de 14 de junho de 2022.
Quais são os direitos de quem é demitido em massa?
Na leitura do escritório, no mínimo os da dispensa sem justa causa: aviso prévio, férias e 13º proporcionais, FGTS com a multa de 40% e pagamento em até 10 dias (CLT, art. 477, § 6º).
A demissão em massa sem sindicato é nula?
Depende do caso. Em 2024, o TST disse que o diálogo prévio com o sindicato é requisito de validade e proibiu uma construtora de repetir a dispensa sem ele, mas afastou indenização em caso anterior a junho de 2022.
Demissão em massa sem sindicato gera dano moral coletivo?
Não automaticamente. Em 2025, a SDI-1 do TST decidiu que a falta de negociação, sozinha, não gera dano moral coletivo, e que é preciso provar o dano.
Quantas demissões caracterizam demissão em massa?
O STF não fixou número, e a CLT não define. Na leitura do escritório, contam o número de desligados, o período e o motivo comum, caso a caso.
O que acontece se eu aderir a um PDV?
Se o plano de demissão voluntária está previsto em convenção ou acordo coletivo, a adesão dá quitação plena dos direitos do contrato, salvo se o acordo disser o contrário (CLT, art. 477-B).
Qual o prazo para a empresa pagar a rescisão na demissão em massa?
O mesmo de qualquer rescisão: até 10 dias do fim do contrato (CLT, art. 477, § 6º).
A empresa pode ser multada por demitir em massa sem sindicato?
Em 2024, o TST fixou multa diária de R$ 10 mil por trabalhador para uma construtora, em caso de nova dispensa coletiva sem negociar com o sindicato.
Qual o prazo para questionar a demissão em massa?
Até dois anos depois do fim do contrato, alcançando os cinco anos anteriores à ação (Constituição, art. 7º, XXIX).

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Dr. Fabrício Santos Cruvinel

Dr. Fabrício Santos Cruvinel — OAB 51.741

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Fontes e base legal

Ver a legislação, os julgados e os endereços consultados

CLT, arts. 477, 477-A e 477-B; Constituição, art. 7º, XXIX (Planalto); STF, Tema 638 (RE 999435): notícias de 08/06/2022 e 13/04/2023; TST, notícias de 24/08/2023, 24/01/2024 (RR-487-33.2018.5.20.0009), 04/09/2024 (ED-RR-10342-90.2018.5.03.0144) e 12/05/2025 (SDI-1).

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