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Advogado pensão por morte: negada, união estável e valor

✓ Atualizado em 5 de outubro de 2026 · Revisão: Dr. Fabrício Santos Cruvinel, OAB 51.741

Pensão por morte: quem tem direito, união estável, valor, quanto tempo dura, prazo para pedir, acúmulo com aposentadoria e o que fazer se for negada.

Pensão por morte: quem tem direito

A pensão por morte é o benefício do INSS pago aos dependentes de quem morreu, aposentado ou não (Lei 8.213/1991, art. 74). Ela não exige carência (art. 26, I), mas o falecido precisava ser segurado na data da morte, estar recebendo benefício ou já ter direito a um, segundo o INSS. Até quando a pessoa continua segurada está em qualidade de segurado.

Os dependentes são divididos em três classes, e a classe anterior exclui a seguinte (art. 16, § 1º):

ClasseQuem é
1ªCônjuge, companheiro ou companheira e filho menor de 21 anos, ou inválido, ou com deficiência intelectual, mental ou grave
2ªOs pais
3ªO irmão menor de 21 anos, ou inválido, ou com deficiência intelectual, mental ou grave

Ou seja, se o falecido deixou esposa ou filhos, os pais não recebem. A dependência econômica da 1ª classe é presumida; a dos pais e irmãos precisa ser provada (art. 16, § 4º).

O enteado e o menor sob tutela ou guarda judicial se equiparam a filho, por declaração do segurado e desde que não tenham como se sustentar (§ 2º).

União estável: a prova

O companheiro tem os mesmos direitos do cônjuge, mas precisa provar a união estável. A lei exige início de prova material, que é o documento da época, produzido nos 24 meses antes da morte, e não aceita só testemunhas, salvo força maior ou caso fortuito (art. 16, § 5º).

Na experiência do escritório, é aqui que a pensão mais trava: conta conjunta, comprovante de mesmo endereço, plano de saúde como dependente e certidão de filho em comum são o tipo de documento que pesa. Se a união estável não estiver no papel, separe o que houver antes do pedido.

Se o INSS negou por falta de prova da união, mande uma mensagem pelo WhatsApp.

Pensão por morte: valor

Desde a reforma da Previdência, a pensão é uma cota familiar de 50% da aposentadoria que o falecido recebia, ou da que teria por incapacidade permanente, mais 10 pontos percentuais por dependente, até 100% (Emenda Constitucional 103/2019, art. 23). Uma viúva sozinha, por exemplo, recebe 60%.

Se houver dependente inválido ou com deficiência intelectual, mental ou grave, a pensão é de 100% até o teto do INSS (art. 23, § 2º). A pensão é dividida em partes iguais entre os pensionistas (Lei 8.213, art. 77).

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Pensão por morte é vitalícia?

Para o cônjuge ou companheiro, depende. A pensão dura só 4 meses se o falecido tinha menos de 18 contribuições ou se o casamento ou a união tinha menos de 2 anos (art. 77, § 2º, V, b).

Nos demais casos, ou quando a morte vem de acidente de qualquer natureza ou de doença do trabalho, a duração segue a idade do dependente na data do óbito (§ 2º-A). Para mortes a partir de 2021, a tabela é esta, segundo o INSS:

Idade do cônjuge no óbitoDuração
Menos de 22 anos3 anos
22 a 27 anos6 anos
28 a 30 anos10 anos
31 a 41 anos15 anos
42 a 44 anos20 anos
45 anos ou maisVitalícia

As idades são as da Portaria ME 424/2020, que atualizou as da lei (art. 77, § 2º-B). Para os filhos, a pensão vai até os 21 anos, salvo invalidez ou deficiência (art. 77, § 2º, II).

Prazo para pedir a pensão por morte

A pensão é paga desde a data do óbito se for pedida em até 180 dias, para filhos menores de 16 anos, ou em até 90 dias, para os demais dependentes. Depois disso, é paga só a partir do pedido (Lei 8.213, art. 74). O pedido é feito pelo Meu INSS, com a certidão de óbito e os documentos que provam a dependência, segundo o INSS.

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Pensão por morte e aposentadoria

Dá pra acumular a pensão deixada pelo cônjuge com a própria aposentadoria, mas com redução: a pessoa recebe o benefício mais vantajoso inteiro e uma parte do outro, calculada por faixas de salário mínimo (Emenda Constitucional 103, art. 24, §§ 1º e 2º). Duas pensões de cônjuge no mesmo regime não podem ser acumuladas (art. 24). As regras da aposentadoria estão em advogado para aposentadoria.

Pensão por morte negada

Contra a negativa cabe recurso ao Conselho de Recursos da Previdência Social, em 30 dias da ciência (Decreto 3.048/1999, art. 305, § 1º), ou ação na Justiça Federal. Quando a morte foi em acidente de trabalho, a família pode ter também a indenização da empresa, como está em morte em acidente de trabalho.

O escritório Santos Cruvinel atende pensão por morte em todo o Brasil, com atendimento online: o pedido, a prova da união estável, o recurso e a ação. As outras causas contra o INSS estão em advogado INSS.

Se a sua pensão foi negada, mande um resumo pelo WhatsApp. A conversa inicial diz o que dá pra fazer.

Advogado de pensão por morte: o que faz, gratuito e em qualquer cidade

O advogado de pensão por morte reúne a prova de dependência, principalmente quando há união estável, que precisa ser provada, confere se quem morreu ainda tinha qualidade de segurado e observa o prazo do pedido, que pode mudar a data de início dos pagamentos. Se a pensão for negada, ele cuida do recurso ao INSS ou da ação na Justiça.

Os dependentes pedem a pensão diretamente ao INSS, sem precisar de advogado (STF, Tema 350). Se o INSS negar, o Juizado Especial Federal julga causas de até 60 salários mínimos, e nele o dependente pode atuar sozinho ou ter um representante, advogado ou não (Lei 10.259/2001, arts. 3º e 10).

Para recorrer da sentença do Juizado, porém, o advogado é obrigatório (Lei 9.099/1995, art. 41, § 2º, aplicada pela Lei 10.259, art. 1º). A Defensoria Pública da União atende quem não pode pagar (Lei Complementar 80/1994, art. 14).

A pensão por morte se discute na Justiça Federal (Constituição, art. 109, I). Se a família mora numa comarca a mais de 70 km de uma Vara Federal, a ação pode correr na Justiça Estadual de lá (Lei 5.010/1966, art. 15, III). O escritório Santos Cruvinel atende pensão por morte em todo o Brasil, com atendimento online.

Se é isso que está acontecendo com você, mande sua situação pelo WhatsApp. A conversa inicial serve para entender o seu caso.

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Resumindo:

A perguntaA resposta
Quem tem direito?Cônjuge, companheiro e filhos; na falta deles, pais; depois, irmãos
Precisa de carência?Não, mas o falecido precisava ser segurado
Qual o valor?50% mais 10 pontos por dependente, até 100%
É vitalícia?Para o cônjuge, a partir de 45 anos no óbito
Qual o prazo para pedir?90 dias, ou 180 para filhos menores de 16, para receber desde a morte
Acumula com aposentadoria?Sim, com redução de um deles

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Perguntas frequentes

O que faz um advogado de pensão por morte?
Reúne a prova de dependência, principalmente da união estável, confere a qualidade de segurado de quem morreu e o prazo do pedido e, se a pensão for negada, cuida do recurso ao INSS ou da ação na Justiça.
Preciso de advogado para pedir pensão por morte?
Para o pedido ao INSS, não: ele é feito pelo próprio segurado. No Juizado Especial Federal, até 60 salários mínimos, dá para entrar sozinho ou com representante, advogado ou não (Lei 10.259/2001, arts. 3º e 10). No recurso contra a sentença, o advogado é obrigatório, e quem não pode pagar tem a Defensoria Pública da União.
Quem tem direito à pensão por morte?
Os dependentes do segurado: na 1ª classe, cônjuge, companheiro e filho menor de 21 anos ou inválido ou com deficiência; na falta deles, os pais; depois, os irmãos nas mesmas condições dos filhos (Lei 8.213/1991, art. 16).
Pensão por morte precisa de carência?
Não (Lei 8.213, art. 26, I). Mas o falecido precisava ser segurado na data da morte, estar recebendo benefício ou já ter direito a um.
Qual o valor da pensão por morte?
Uma cota familiar de 50% da aposentadoria do falecido, ou da que ele teria por incapacidade permanente, mais 10 pontos por dependente, até 100% (Emenda Constitucional 103/2019, art. 23).
Pensão por morte é vitalícia?
Para o cônjuge ou companheiro, só se ele tinha 45 anos ou mais na data do óbito, para mortes a partir de 2021. Abaixo disso, a duração vai de 3 a 20 anos, conforme a idade (Lei 8.213, art. 77, e Portaria ME 424/2020).
Quando a pensão dura só 4 meses?
Quando o falecido tinha menos de 18 contribuições ou o casamento ou a união estável tinha menos de 2 anos, salvo morte por acidente ou doença do trabalho (Lei 8.213, art. 77, § 2º, V, b, e § 2º-A).
Até que idade o filho recebe pensão por morte?
Até os 21 anos, salvo se for inválido ou tiver deficiência intelectual, mental ou grave (Lei 8.213, art. 77, § 2º, II).
Como provar união estável para a pensão por morte?
Com início de prova material da época, produzido nos 24 meses antes do óbito; só testemunhas não bastam, salvo força maior ou caso fortuito (Lei 8.213, art. 16, § 5º).
A mãe tem direito à pensão por morte do filho?
Os pais são da 2ª classe: recebem se o filho não deixou cônjuge, companheiro nem filhos, e precisam provar a dependência econômica (Lei 8.213, art. 16, §§ 1º e 4º).
Qual o prazo para pedir a pensão por morte?
Para receber desde o óbito, 180 dias para filhos menores de 16 anos e 90 dias para os demais dependentes. Depois disso, a pensão é paga a partir do pedido (Lei 8.213, art. 74).
Pensão por morte pode acumular com aposentadoria?
Pode, com redução: o benefício mais vantajoso é pago inteiro e o outro em parte, por faixas de salário mínimo (Emenda Constitucional 103, art. 24).
Quais documentos para pedir a pensão por morte?
Certidão de óbito e documentos que comprovem a qualidade de dependente, além dos documentos pessoais e das relações previdenciárias do falecido, segundo o INSS. O pedido é feito pelo Meu INSS.
Pensão por morte negada: o que fazer?
Cabe recurso ao Conselho de Recursos da Previdência Social em 30 dias da ciência (Decreto 3.048/1999, art. 305, § 1º), ou ação na Justiça Federal. O escritório Santos Cruvinel atende em todo o Brasil, com atendimento online.

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Dr. Fabrício Santos Cruvinel

Dr. Fabrício Santos Cruvinel — OAB 51.741

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Fontes e base legal

Ver a legislação, os julgados e os endereços consultados

Lei 8.213/1991, arts. 16, 26, 74 e 77; Emenda Constitucional 103/2019, arts. 23 e 24; Portaria ME 424/2020; Decreto 3.048/1999, art. 305; INSS, Pensão por Morte e Solicitar Pensão por Morte Urbana (gov.br); STF, Tema 350; Lei 10.259/2001, arts. 1º, 3º e 10; Lei 9.099/1995, art. 41, § 2º; Lei 5.010/1966, art. 15, III; Lei Complementar 80/1994, art. 14; Constituição, art. 109, I.

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