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Auxílio-doença acidentário (B91): valor e estabilidade

✓ Atualizado em 2 de outubro de 2026 · Revisão: Dr. Fabrício Santos Cruvinel, OAB 51.741

Auxílio-doença acidentário (B91): a diferença para o B31, o valor, a carência, o FGTS, a estabilidade e como converter B31 em B91.

Auxílio-doença acidentário (B91): o que é

O auxílio-doença acidentário é o benefício do INSS para quem fica afastado do trabalho por acidente de trabalho ou por doença ligada ao trabalho. No INSS ele é a espécie 91, por isso o nome B91, e hoje se chama auxílio por incapacidade temporária acidentário (Decreto 3.048/1999, art. 71). Ele é devido quando a incapacidade passa de 15 dias seguidos (Lei 8.213/1991, art. 59), e os primeiros 15 dias são pagos pela empresa (art. 60, § 3º).

Ou seja, o B91 é o mesmo auxílio-doença, com a diferença de que a causa é o trabalho, e essa diferença muda vários direitos.

Uma regra já aparece no começo: no acidente e na doença do trabalho, o benefício não exige carência, que é o número mínimo de contribuições (art. 26, II). O que é acidente de trabalho e a CAT estão em acidente de trabalho.

B31 e B91: a diferença

O B31 é o auxílio-doença comum, sem ligação com o trabalho. O B91 é o acidentário. O valor mensal é calculado do mesmo jeito, mas os direitos em volta mudam:

O direitoB31, comumB91, acidentário
CarênciaExigida, com as exceções da leiNão exigida (art. 26, II)
FGTS durante o afastamentoA lei não obrigaA empresa deposita (Lei 8.036/1990, art. 15, § 5º)
Estabilidade de 12 meses na voltaNãoSim (Lei 8.213, art. 118)
Ação contra o INSSJustiça FederalJustiça Estadual (Súmula 501 do STF)

Na leitura do escritório, por isso vale conferir a espécie na carta de concessão: quem se acidentou no trabalho e recebeu B31 pode estar perdendo direitos.

Confira o número da espécie na carta de concessão ou no Meu INSS.

Auxílio-doença acidentário: valor

A renda mensal do auxílio-doença, inclusive o decorrente de acidente do trabalho, é de 91% do salário de benefício (Lei 8.213, art. 61). O salário de benefício é calculado sobre os salários de contribuição do trabalhador, e não sobre o último salário, por isso o valor pode ficar abaixo do que ele recebia na empresa.

Nesse ponto, B31 e B91 pagam igual.

B91 tem estabilidade?

Tem. Quem sofreu acidente do trabalho tem garantia de emprego por 12 meses depois que o auxílio-doença acidentário termina (Lei 8.213, art. 118). O TST exige afastamento de mais de 15 dias e o recebimento do B91 (Súmula 378, II), e é aqui que a espécie errada pesa.

Em 2019, a Terceira Turma do TST negou a indenização da estabilidade a um trabalhador que sofreu acidente de trajeto, ficou meses afastado, mas recebeu o auxílio-doença comum. No mesmo ano, a Sexta Turma deu os 12 meses a um operador cuja tendinite só foi ligada ao trabalho depois da demissão.

Desde 2025, o TST fixou em recurso repetitivo, que vale para todos os processos, que a garantia existe mesmo sem afastamento de mais de 15 dias e sem B91, desde que o nexo entre a doença ocupacional e o trabalho seja reconhecido depois do fim do contrato (Tema 125). Como pedir a volta ou a indenização está em reintegração ao trabalho.

Guarde a carta de concessão e os laudos do afastamento.

FGTS e contrato durante o afastamento

Durante o auxílio-doença, o empregado é considerado em licença não remunerada (CLT, art. 476): a empresa não paga salário, porque quem paga é o INSS. Mas, no afastamento por acidente do trabalho, a lei manda a empresa continuar depositando o FGTS (Lei 8.036, art. 15, § 5º).

Se você estava em B91 e o FGTS do período não aparece no extrato, mande um resumo pelo WhatsApp. A conversa inicial diz o que dá pra fazer.

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Como converter B31 em B91

O primeiro passo é a prova de que a incapacidade vem do trabalho. A CAT, que é a comunicação do acidente ao INSS, é obrigação da empresa, mas, se ela não emitir, o próprio trabalhador, o sindicato ou o médico podem emitir (Lei 8.213, art. 22, § 2º). A perícia do INSS também pode reconhecer o nexo pelo cruzamento entre a atividade da empresa e o código da doença, o nexo técnico epidemiológico (art. 21-A).

Contra a decisão do INSS cabe recurso ao Conselho de Recursos da Previdência Social (art. 126). Na Justiça, a ação do segurado contra o INSS por benefício de acidente do trabalho corre na Justiça Estadual (Súmula 501 e Tema 414 do STF).

Guarde a CAT, os laudos e os exames.

Na leitura do escritório, o pedido chega mais forte com a CAT, os laudos e os exames da época do afastamento, porque é isso que liga a doença ao trabalho. A doença causada pelo trabalho está explicada em doença ocupacional.

Auxílio-doença acidentário conta como tempo de contribuição?

Conta o período em que a pessoa recebeu auxílio-doença intercalado com períodos de trabalho, ou seja, quando ela volta a contribuir depois (Lei 8.213, art. 55, II).

Depois do B91: auxílio-acidente e indenização

Quando a lesão se consolida e deixa sequela que reduz a capacidade para o trabalho de antes, o INSS paga o auxílio-acidente, que é uma indenização mensal de 50% do salário de benefício e, no acidente de trabalho, tem a espécie 94 (Lei 8.213, art. 86). Se a incapacidade for permanente, o benefício passa a ser a aposentadoria por incapacidade permanente acidentária, a espécie 92.

Lembrando que o benefício do INSS não substitui a indenização da empresa, quando ela teve culpa, e as duas podem ser recebidas juntas, como está em indenização acidente de trabalho.

Quando o INSS dá alta e a empresa não aceita a volta, o trabalhador cai no limbo previdenciário.

O escritório Santos Cruvinel atende o trabalhador acidentado contra a empresa e contra o INSS, com atendimento online. As demais causas contra o INSS, do pedido ao recurso, estão em advogado INSS. O que faz um advogado nesses casos está em advogado acidente de trabalho, e as outras causas do empregado, em advogado trabalhista. Se quiser uma avaliação do seu caso, chame no WhatsApp.

Se é isso que está acontecendo com você, mande sua situação pelo WhatsApp. A conversa inicial serve para entender o seu caso.

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Resumindo:

A perguntaA resposta
O que é B91?O auxílio-doença por acidente ou doença do trabalho, espécie 91
Precisa de carência?Não (art. 26, II)
Quanto paga?91% do salário de benefício (art. 61)
Tem estabilidade?12 meses depois da alta (art. 118)
E o FGTS?A empresa deposita durante o afastamento
Recebi B31, mas foi acidente. E agora?CAT, laudos, recurso ao INSS ou ação na Justiça Estadual
Conta como tempo de contribuição?O período intercalado com trabalho, sim

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Perguntas frequentes

O que é o auxílio-doença acidentário (B91)?
É o benefício do INSS para o empregado afastado por mais de 15 dias por acidente de trabalho ou por doença ligada ao trabalho. No INSS ele é a espécie 91 e hoje se chama auxílio por incapacidade temporária acidentário.
Qual a diferença entre B31 e B91?
O B31 é o auxílio-doença comum, e o B91, o acidentário. O valor é calculado do mesmo jeito, mas só o B91 dispensa carência, obriga a empresa a depositar o FGTS do afastamento e dá 12 meses de estabilidade na volta.
Qual o valor do auxílio-doença acidentário?
91% do salário de benefício, que é calculado sobre os salários de contribuição, e não sobre o último salário (Lei 8.213/1991, art. 61).
O B91 precisa de carência?
Não. No acidente de qualquer natureza e na doença profissional ou do trabalho, o auxílio-doença independe de carência (Lei 8.213, art. 26, II).
Quem paga os primeiros 15 dias de afastamento?
A empresa. O INSS paga o empregado a partir do 16º dia de afastamento (Lei 8.213, art. 60, § 3º).
Quem recebe B91 tem estabilidade?
Tem garantia de emprego por 12 meses depois que o auxílio-doença acidentário termina (Lei 8.213, art. 118, e Súmula 378, II, do TST).
Recebi B31, mas foi acidente de trabalho. Perdi a estabilidade?
Não necessariamente. O TST fixou que a garantia existe mesmo sem B91 quando o nexo entre a doença ocupacional e o trabalho é reconhecido depois do fim do contrato (Tema 125). E a espécie do benefício pode ser contestada.
A empresa deposita o FGTS durante o B91?
Sim. No afastamento por acidente do trabalho, o depósito do FGTS continua obrigatório (Lei 8.036/1990, art. 15, § 5º).
Como converter B31 em B91?
Com a prova de que a incapacidade vem do trabalho: CAT, laudos e exames. Cabe recurso ao Conselho de Recursos da Previdência Social e, na Justiça, a ação contra o INSS corre na Justiça Estadual (Súmula 501 do STF). O escritório Santos Cruvinel atende essa ação.
A empresa não emitiu a CAT. Quem pode emitir?
O próprio acidentado, os dependentes, o sindicato, o médico que o atendeu ou qualquer autoridade pública (Lei 8.213, art. 22, § 2º).
Auxílio-doença acidentário conta como tempo de contribuição?
Conta o período em gozo de auxílio-doença intercalado com períodos de trabalho (Lei 8.213, art. 55, II).
Qual a diferença entre B91 e B94?
O B91 é pago durante a incapacidade temporária. O B94 é o auxílio-acidente por acidente do trabalho, uma indenização mensal de 50% do salário de benefício para quem ficou com sequela que reduz a capacidade (Lei 8.213, art. 86).

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Dr. Fabrício Santos Cruvinel

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Fontes e base legal

Ver a legislação, os julgados e os endereços consultados

Lei 8.213/1991, arts. 21-A, 22, 26, 55, 59, 60, 61, 86, 118 e 126; Decreto 3.048/1999, art. 71; Lei 8.036/1990, art. 15, § 5º; CLT, art. 476; Constituição, art. 109, I; STF, Súmula 501 e Tema 414; TST, Súmula 378, Tema 125 e decisões de 2019; Ministério da Previdência, Anuário Estatístico da Previdência Social 2024.

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