Reconhecimento de paternidade: cartório, DNA e investigação
✓ Atualizado em 5 de outubro de 2026 · Revisão: Dr. Fabrício Santos Cruvinel, OAB 51.741
Reconhecimento e investigação de paternidade: as formas de reconhecer, averiguação, recusa ao DNA, DNA em parentes, prazo, pensão e paternidade socioafetiva.
Reconhecimento de paternidade: como fazer
O filho havido fora do casamento pode ser reconhecido pelo pai, e o reconhecimento é irrevogável. Ele pode ser feito de quatro jeitos (Código Civil, art. 1.609, e Lei 8.560/1992, art. 1º):
| Forma | Como |
|---|---|
| No registro | Na certidão de nascimento, no cartório |
| Por escritura ou escrito particular | Arquivado em cartório |
| Por testamento | Mesmo que só mencionado no testamento |
| Perante o juiz | Em declaração direta ao juiz, em qualquer processo |
O reconhecimento pode ser feito antes do nascimento ou depois da morte do filho, se ele deixar descendentes (art. 1.609, parágrafo único). O filho maior de idade só é reconhecido se concordar (art. 1.614).
Ou seja, se o pai quer reconhecer, não precisa de processo: basta ir ao cartório.
Quando o pai não reconhece: averiguação e investigação
Se a criança é registrada só com o nome da mãe, o cartório envia ao juiz os dados do suposto pai, e o juiz o notifica para dizer se assume a paternidade (Lei 8.560, art. 2º). Se ele confirma, a paternidade é averbada; se não responde em 30 dias ou nega, o caso vai ao Ministério Público, que pode propor a ação (§§ 3º e 4º).
A mãe, o filho ou quem tenha interesse também pode entrar com a ação de investigação de paternidade (§ 6º). A sentença que reconhece a paternidade tem os mesmos efeitos do reconhecimento voluntário (Código Civil, art. 1.616).
E esse direito não prescreve: o reconhecimento do estado de filho pode ser pedido a qualquer tempo, contra o pai ou seus herdeiros (ECA, art. 27).
Exame de DNA: e se o pai se recusar?
Na investigação, valem todas as provas legais e moralmente legítimas, e a recusa em fazer o exame de DNA gera presunção de paternidade, avaliada junto com as outras provas (Lei 8.560, art. 2º-A, § 1º).
Se o suposto pai morreu ou está em lugar desconhecido, o juiz pode mandar fazer o exame em parentes, como avós ou irmãos, e a recusa deles também gera presunção (§ 2º, incluído pela Lei 14.138/2021).
Se o pai se recusa a assumir ou a fazer o exame, mande uma mensagem pelo WhatsApp.
Paternidade e pensão
Reconhecida a paternidade, o filho passa a ter todos os direitos, inclusive a pensão alimentícia, e a ação de investigação pode ser proposta junto com o pedido de alimentos. Como a pensão é fixada está em advogado pensão alimentícia, e a guarda e as visitas, em guarda compartilhada.
Na experiência do escritório, juntar os dois pedidos evita um segundo processo e faz a pensão começar a correr mais cedo.
Paternidade socioafetiva
A lei admite parentesco que não vem do sangue: o parentesco é natural ou civil, conforme resulte de consanguinidade ou de outra origem (Código Civil, art. 1.593). É a base da paternidade socioafetiva, a de quem cria e é reconhecido como pai sem ser o pai biológico, que tem regras próprias de reconhecimento, explicadas em paternidade socioafetiva.
Lembrando que o filho reconhecido, por qualquer forma, é herdeiro, como está em quem tem direito à herança.
O escritório Santos Cruvinel atende reconhecimento e investigação de paternidade em todo o Brasil, com atendimento online. O que faz um advogado de família, e como funciona o processo, está em advogado de família.
Se você precisa colocar o nome do pai na certidão, mande um resumo pelo WhatsApp. A conversa inicial diz o que dá pra fazer.
Advogado de reconhecimento de paternidade: o que faz, gratuito e online
O advogado de reconhecimento de paternidade avalia se o caso se resolve no cartório ou se é preciso a ação de investigação, pede o exame de DNA e, quando o suposto pai morreu, o exame em parentes, e pode pedir a pensão no mesmo processo. Se a paternidade for reconhecida, o filho passa a ter os mesmos direitos de qualquer outro, inclusive na herança (Constituição, art. 227, § 6º).
A investigação de paternidade corre na Justiça comum, e ali a parte precisa de advogado (Código de Processo Civil, art. 103). Para quem não pode pagar, há a Defensoria Pública (Constituição, art. 134) e a gratuidade da justiça, que dispensa as custas, inclusive do exame (Código de Processo Civil, art. 98).
O pai pode morar em outra cidade ou estado: o processo é eletrônico, e a audiência pode ser feita por videoconferência (Código de Processo Civil, art. 236, § 3º). O escritório Santos Cruvinel atende reconhecimento de paternidade em todo o Brasil, com atendimento online.
Se é isso que está acontecendo com você, mande sua situação pelo WhatsApp. A conversa inicial serve para entender o seu caso.
Falar com um advogado no WhatsAppResumindo:
| A pergunta | A resposta |
|---|---|
| O pai pode reconhecer no cartório? | Sim, sem processo |
| E se ele não reconhecer? | Averiguação pelo juiz ou ação de investigação |
| O pai pode se recusar a fazer DNA? | Pode, mas a recusa gera presunção de paternidade |
| E se o pai morreu? | O DNA pode ser feito em parentes |
| O direito prescreve? | Não |
| Dá pra pedir pensão junto? | Sim |
Se você tem dúvida sobre paternidade, chame no WhatsApp. A conversa inicial serve para isso.
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Perguntas frequentes
Como fazer o reconhecimento de paternidade?
O que faz um advogado de reconhecimento de paternidade?
Precisa de advogado para o reconhecimento de paternidade?
Precisa de processo para o pai reconhecer o filho?
O que acontece quando a criança é registrada só com o nome da mãe?
Quem pode entrar com ação de investigação de paternidade?
O pai pode se recusar a fazer o exame de DNA?
Como fazer DNA se o pai já morreu?
A investigação de paternidade tem prazo?
Filho maior de idade pode ser reconhecido?
Dá pra pedir pensão junto com a investigação de paternidade?
O filho reconhecido é herdeiro?
O que é paternidade socioafetiva?
O escritório atende investigação de paternidade fora de Goiás?
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Fontes e base legal
Ver a legislação, os julgados e os endereços consultados
Código Civil, arts. 1.593, 1.609, 1.614 e 1.616; Lei 8.560/1992, arts. 1º, 2º e 2º-A, com a redação das Leis 12.004/2009 e 14.138/2021; Estatuto da Criança e do Adolescente, art. 27; Código de Processo Civil, arts. 98, 103, 236, § 3º, e 694; Constituição Federal, art. 134.
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