Santos Cruvinel Advogados

Alteraram meu voo sem avisar: o que dá para exigir

✓ Atualizado em 20 de agosto de 2026 · Revisão: Dr. Fabrício Santos Cruvinel, OAB-GO 51.741

A companhia mudou o horário, a data ou o trajeto do seu voo e você só descobriu depois. Ou pior: foi ao aeroporto e o voo não era mais aquele. Aqui está o que a norma da ANAC obriga nessa situação, que é diferente do cancelamento, e os dois gatilhos que colocam a escolha na sua mão.

Alteração de voo não é cancelamento, e a diferença muda tudo

Antes de qualquer coisa, acerte o nome do que aconteceu com você.

Alteração programada é quando a companhia muda o horário, a data ou o itinerário antes do dia da viagem. Cancelamento e atraso são coisas que acontecem na data do voo.

Essa fronteira está escrita na própria norma. O art. 25 da Resolução 400 da ANAC, que é a norma que rege os direitos do passageiro, diz que atraso, cancelamento e interrupção "não se confundem com a alteração contratual programada realizada pelo transportador".

Ou seja, quem teve o voo remarcado semanas antes não entra na regra de comida e hotel. Entra numa regra própria, que é a do art. 12.

E essa regra é boa para o passageiro, desde que você saiba o gatilho certo.

Os dois gatilhos que colocam a escolha na sua mão

São dois, e basta um.

O primeiro é o prazo do aviso. A companhia tem que informar a alteração com antecedência mínima de 72 horas, pelo caput do art. 12.

Avisou em cima da hora, com menos de 72 horas? A escolha passa a ser sua.

O segundo gatilho é o tamanho da mudança, e ele costuma passar despercebido. Pelo art. 12, § 1º, II, se a alteração do horário de partida ou de chegada for superior a 30 minutos no voo doméstico, ou a 1 hora no internacional, e você não concordar, a escolha também é sua.

Trinta minutos. Mesmo que tenham avisado com três meses de antecedência, e mesmo que o novo horário pareça razoável para a companhia, porque o texto condiciona tudo à sua concordância e não à conveniência dela.

E esse mesmo dispositivo cobre a antecipação do voo, que é o caso de quem descobre que precisa chegar mais cedo ao aeroporto. A norma não fala em atraso nem em adiamento, fala em alteração de horário, para mais ou para menos.

Quando um dos dois gatilhos dispara, a companhia tem que oferecer duas alternativas, e o texto é expresso ao dizer que a escolha é do passageiro: reacomodação ou reembolso integral.

A companhia fez istoVocê pode exigirOnde está
Avisou com 72h ou mais, mudança de até 30 minO voo remarcado, e nada alémart. 12, caput
Avisou com menos de 72hReacomodação ou reembolso integral, à sua escolhaart. 12, § 1º, I
Mudou o horário em mais de 30 min no domésticoReacomodação ou reembolso integral, à sua escolhaart. 12, § 1º, II
Antecipou o voo em mais de 30 minO mesmo do caso acimaart. 12, § 1º, II
Não avisou e você foi ao aeroportoAssistência material, mais reacomodação, reembolso integral ou outro meio de transporteart. 12, § 2º
Ofereceu voucher no lugar do dinheiroRecusar e receber em dinheiroart. 31
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Se você foi ao aeroporto porque ninguém avisou

Esse é o melhor cenário para você.

É nele que a companhia deve mais, e é a única hipótese de alteração programada que gera assistência material.

O art. 12, § 2º trata de quem compareceu ao aeroporto "em decorrência de falha na prestação da informação". Nesse caso, além da assistência, entram três alternativas à sua escolha: reacomodação, reembolso integral e execução do serviço por outra modalidade de transporte.

Outra modalidade de transporte quer dizer ônibus, van ou carro pago pela companhia até o destino.

Guarde a prova de que você esteve lá. Cartão de embarque, foto do painel, protocolo do balcão, mensagem de quem foi buscar você.

Se você tem esses documentos e a companhia está empurrando só a remarcação, mande o caso pelo WhatsApp.

Sem essa prova, a companhia costuma sustentar que avisou por e-mail, e a discussão vira palavra contra palavra.

Quando a companhia deve comida e hotel, e quando não deve

Aqui mora o mal-entendido do tema.

A escada de 1, 2 e 4 horas do art. 27 é conhecida: comunicação depois de uma hora, alimentação depois de duas, hospedagem com traslado depois de quatro, em caso de pernoite.

Só que essa escada não se aplica sempre. O art. 26 lista as situações que a acionam, e são quatro: atraso, cancelamento, interrupção do serviço e preterição.

Alteração programada avisada dentro do prazo não está na lista.

Ou seja, se remarcaram seu voo com um mês de antecedência, não há comida nem hotel a exigir. O que há é o direito de escolher entre remarcar e receber o dinheiro de volta.

Se o seu caso foi de atraso ou cancelamento no dia, o assunto é outro, e está em voo cancelado: o que a companhia deve oferecer e voo atrasado: a partir de quantas horas você tem direito a quê.

O reembolso: em quanto tempo e de que jeito

Sete dias, e integral.

O prazo é de 7 dias, contados do seu pedido, pelo art. 29 da Resolução 400. E o pagamento tem que respeitar os meios usados na compra.

Quando o gatilho é a alteração do art. 12, o reembolso é integral. Não é proporcional, não desconta multa e não desconta taxa de remarcação.

Sobre voucher, o art. 31 é claro: crédito no lugar de dinheiro só com a sua concordância. Se você aceitar, o valor e a validade têm que vir por escrito, e o crédito é de livre uso, inclusive para comprar passagem para outra pessoa.

Não dá pra companhia impor crédito. Dá pra você aceitar, se for melhor para o seu caso.

Se o seu problema for o cancelamento partindo de você, e não da companhia, o cálculo é diferente e está em cancelei minha passagem: quanto do dinheiro volta.

Alteraram meu voo: cabe dano moral?

Não é automático.

Quem promete indenização certa está vendendo o que a lei tirou em 2020, e é bom saber disso antes de contratar advogado nenhum, inclusive nós.

O art. 251-A do Código Brasileiro de Aeronáutica, incluído pela Lei 14.034/2020, condiciona a indenização por dano extrapatrimonial "à demonstração da efetiva ocorrência do prejuízo e de sua extensão pelo passageiro".

O Superior Tribunal de Justiça segue a mesma linha. No REsp 1.584.465/MG, julgado pela Terceira Turma em 13/11/2018, ficou registrado que "na hipótese de atraso de voo, não se admite a configuração do dano moral in re ipsa".

Dano in re ipsa é o dano presumido, aquele que dispensa prova.

Na prática, o que sustenta o pedido é prejuízo concreto e documentado: a reunião perdida, a diária de hotel paga à toa no destino, o casamento a que você não chegou, o remédio que ficou na bagagem, a criança pequena sem assistência durante a noite.

Agora a parte boa. Prejuízo material bem documentado quase sempre é devido, e ele costuma ser maior do que a pessoa imagina quando soma tudo.

Para calibrar expectativa antes de decidir, vale ler quando o transtorno vira indenização.

Se é isso que está acontecendo com você, mande sua situação pelo WhatsApp. A conversa inicial serve para entender o seu caso.

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Não existe indenização automática no Brasil, e é bom saber por quê

Muita gente ouviu falar da regra europeia que paga de 250 a 600 euros por voo alterado. Ela existe, mas é o Regulamento 261/2004 da União Europeia, e não vale para voo doméstico no Brasil.

Aqui só há uma compensação automática, e ela é para outra situação: a preterição, que é quando você se apresenta para embarcar e não embarca. Nesse caso o art. 24 fixa 250 DES no doméstico e 500 DES no internacional.

DES é a unidade de conta do Fundo Monetário Internacional, convertida em reais no dia do pagamento. Se o seu caso foi esse, veja o que fazer quando negam o seu embarque.

Fora da preterição, o que existe é o que você provar. Não é uma notícia ruim: em alteração de voo o prejuízo material costuma ser fácil de documentar, e ele soma mais do que a pessoa imagina quando junta diária, transporte e compromisso perdido.

Uma decisão do STF que pode travar o seu processo

Este ponto é novo.

O Supremo Tribunal Federal determinou, em 26/11/2025, a suspensão nacional dos processos que discutem qual lei rege a responsabilidade da companhia por cancelamento, alteração ou atraso, dentro do Tema 1417.

Em 10/03/2026 o relator esclareceu o alcance dessa suspensão: ela vale apenas para as hipóteses de caso fortuito ou força maior do art. 256, § 3º do Código Brasileiro de Aeronáutica, que são restrição do controle aéreo, problema de infraestrutura aeroportuária, determinação de autoridade e pandemia.

Ou seja, quando a alteração decorre de falha da própria companhia, que é a maioria dos casos de balcão, o processo não deveria ser suspenso.

Lembrando que isso é orientação para o processo, e não muda o seu direito administrativo de escolher entre remarcar e ser reembolsado.

Quanto tempo você tem para reclamar

Depende de onde o voo ia.

Em voo doméstico, o prazo é de cinco anos, pelo art. 27 do Código de Defesa do Consumidor, contado do conhecimento do dano e de sua autoria.

Em voo internacional a conversa muda. A Convenção de Montreal, incorporada pelo Decreto 5.910/2006, diz no Artigo 35 que "o direito à indenização se extinguirá se a ação não for iniciada dentro do prazo de dois anos".

Dois anos, e não cinco.

É a diferença que mais faz gente perder o direito sem saber, e ela aparece justamente em quem viajou para fora, guardou o problema para resolver depois e voltou ao assunto três anos mais tarde.

Antes de processar, registre a reclamação na companhia e guarde o protocolo. O art. 20, § 2º da Resolução 400 dá a você o direito de exigir por escrito o motivo da alteração, e esse papel costuma decidir o caso.

Se alteraram o seu voo e você não sabe se o caso rende, mande a situação pelo WhatsApp com o e-mail da companhia e o comprovante da compra.

O que esta página não resolve

Esta página trata de alteração feita pela companhia antes do dia do voo.

Ela não trata de atraso e cancelamento no dia, que seguem os arts. 20 e 21 e têm assistência material própria, nem de mau tempo, que tem regra específica e está em voo cancelado por mau tempo.

Também não trata de mudança de aeroporto na venda da passagem. Procuramos dispositivo na Resolução 400 que tratasse de troca programada de aeroporto e do traslado nessa hipótese, e não localizamos. Existe regra de traslado na perda de conexão, que é situação diferente.

E não dá pra prometer valor de indenização em alteração de voo, porque depois de 2020 a lei exige prova do prejuízo. O que dá pra fazer é somar o que você gastou e perdeu, e ver se o caso fecha.

O primeiro passo, hoje

Dois documentos bastam.

Separe o e-mail ou a mensagem em que a companhia comunicou a alteração, com data e hora, e o comprovante da compra com o horário original.

A diferença entre os dois horários é o que decide se você tem ou não a escolha na mão.

Se preferir que alguém olhe antes de você aceitar a remarcação, fale com o escritório pelo WhatsApp.

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Perguntas frequentes

Meu voo foi alterado, quais são os meus direitos?
Se a companhia avisou com menos de 72 horas, ou se mudou o horário de partida ou chegada em mais de 30 minutos no voo doméstico e você não concorda, a escolha é sua entre reacomodação e reembolso integral. Está no art. 12 da Resolução 400 da ANAC, e o texto diz expressamente que a escolha cabe ao passageiro. Se você foi ao aeroporto por falta de aviso, entra também assistência material e transporte por outro meio.
Com quanto tempo de antecedência a companhia tem que avisar a mudança do voo?
No mínimo 72 horas, pelo caput do art. 12 da Resolução 400 da ANAC. O aviso vale para alterações programadas de horário e de itinerário. Quando a companhia informa em prazo menor, o passageiro passa a poder escolher entre ser reacomodado em outro voo e receber o valor pago de volta, integralmente, sem multa e sem taxa de remarcação.
A companhia mudou meu voo em 40 minutos. Posso pedir o dinheiro de volta?
Pode. O art. 12, § 1º, II da Resolução 400 dá ao passageiro a escolha entre reacomodação e reembolso integral sempre que a alteração do horário de partida ou de chegada passar de 30 minutos no voo doméstico, ou de 1 hora no internacional, e ele não concordar com o novo horário. Esse direito existe mesmo que o aviso tenha sido dado com meses de antecedência.
A companhia antecipou meu voo. Isso vale como alteração?
Vale. A norma fala em alteração do horário de partida ou de chegada, sem distinguir se o voo foi adiado ou antecipado. Passando de 30 minutos no doméstico ou de 1 hora no internacional, e não concordando você com o novo horário, a escolha entre reacomodação e reembolso integral é sua. Antecipação costuma ser mais grave na prática, porque o passageiro pode simplesmente não conseguir chegar a tempo.
Alteraram meu voo. Tenho direito a hotel e comida?
Em regra, não. A assistência material dos marcos de 1, 2 e 4 horas do art. 27 é devida nas situações listadas no art. 26: atraso, cancelamento, interrupção do serviço e preterição. Alteração programada avisada dentro do prazo não está nessa lista. A exceção é o art. 12, § 2º: se você foi ao aeroporto porque não foi avisado, a assistência material passa a ser devida.
Em quantos dias a companhia tem que devolver o dinheiro?
Sete dias, contados da data da solicitação, pelo art. 29 da Resolução 400, respeitados os meios de pagamento usados na compra. Quando o reembolso decorre da alteração do art. 12, ele é integral, sem desconto de multa contratual ou taxa de remarcação. Guarde o protocolo do pedido, porque é dele que o prazo começa a correr.
A companhia só quer me dar voucher. Sou obrigado a aceitar?
Não. O art. 31 da Resolução 400 permite reembolso em crédito apenas mediante concordância do passageiro. Se você aceitar, o valor e a validade do crédito têm que ser informados por escrito, e o crédito é de livre utilização, inclusive para comprar passagem para outra pessoa. Recusando, o pagamento tem que ser em dinheiro, pelo mesmo meio da compra.
Alteração de voo dá dano moral?
Não de forma automática. O art. 251-A do Código Brasileiro de Aeronáutica, incluído pela Lei 14.034/2020, condiciona a indenização à demonstração da efetiva ocorrência do prejuízo e de sua extensão. E o STJ decidiu, no REsp 1.584.465/MG, que não se admite dano moral presumido em atraso de voo. O que sustenta o pedido é prejuízo concreto e documentado, como compromisso perdido ou diária paga à toa.
No Brasil existe aquela indenização de 250 a 600 euros?
Não para voo doméstico. Aquela é a regra do Regulamento 261/2004 da União Europeia. No Brasil, a única compensação automática é a da preterição, quando o passageiro se apresenta e não embarca: o art. 24 da Resolução 400 fixa 250 DES no voo doméstico e 500 DES no internacional. DES é uma unidade de conta internacional convertida em reais na data do pagamento.
Posso escolher em qual voo ser reacomodado?
Pode, dentro de duas opções do art. 28 da Resolução 400: voo próprio ou de terceiro para o mesmo destino na primeira oportunidade, ou voo próprio da companhia em data e horário da sua conveniência. A reacomodação é gratuita e tem precedência sobre a venda de novas passagens, ou seja, a companhia não pode alegar que o voo está cheio por causa de bilhetes vendidos depois.
Quanto tempo tenho para processar a companhia?
Em voo doméstico, cinco anos, pelo art. 27 do Código de Defesa do Consumidor, contados do conhecimento do dano e de sua autoria. Em voo internacional o prazo é bem menor: o Artigo 35 da Convenção de Montreal, incorporada pelo Decreto 5.910/2006, extingue o direito à indenização se a ação não for iniciada em dois anos. É a diferença que mais faz passageiro perder prazo sem saber.
Existe alguma decisão que trava processos de voo hoje?
Existe, com alcance limitado. O STF determinou em 26/11/2025 a suspensão nacional dos processos do Tema 1417, e em 10/03/2026 o relator esclareceu que a suspensão alcança apenas as hipóteses de caso fortuito ou força maior do art. 256, § 3º do Código Brasileiro de Aeronáutica. Quando a alteração decorre de falha da própria companhia, o processo não deveria ser suspenso.

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Dr. Fabrício Santos Cruvinel

Dr. Fabrício Santos Cruvinel — OAB-GO 51.741

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Fontes e base legal

Fontes conferidas em 20/08/2026

Ver a legislação, os julgados e os endereços consultados

FONTES PRIMARIAS ABERTAS E LIDAS:

  • 1. ANAC, Resolucao 400/2016, ficha oficial e texto - sustenta o art. 12 (aviso de 72h, os gatilhos do par. 1o I e II e a assistencia do par. 2o), o art. 25 (fronteira entre alteracao programada e contingencias do dia), os arts. 20 e 21 (atraso e cancelamento), os arts. 22 e 24 (preterição e compensacao de 250/500 DES), os arts. 26 e 27 (assistencia material e os marcos de 1, 2 e 4 horas), o art. 28 (reacomodacao), o art. 29 (reembolso em 7 dias) e o art. 31 (credito so com concordancia). Situacao: em vigor, alterada pelas Resolucoes 434/2017, 692/2022 e 800/2026.
  • 2. Planalto, Lei 14.034/2020 - sustenta o art. 251-A do Codigo Brasileiro de Aeronautica, que condiciona o dano extrapatrimonial a demonstracao do prejuizo e de sua extensao, e o art. 256, par. 3o, com o rol de caso fortuito ou forca maior.
  • 3. Planalto, Lei 8.078/90 (CDC), art. 27 - sustenta o prazo de 5 anos no voo domestico.
  • 4. Planalto, Decreto 5.910/2006 (Convencao de Montreal), Artigo 35 - sustenta o prazo de 2 anos no voo internacional.
  • 5. STJ, REsp 1.584.465/MG, Terceira Turma, Rel. Min. Nancy Andrighi, j. 13/11/2018, DJe 21/11/2018, Informativo 638 - sustenta que nao se admite dano moral in re ipsa em atraso de voo.
  • 6. STJ, AgInt no AREsp 2.150.150/SP, Quarta Turma, Rel. p/ acordao Min. Raul Araujo, j. 21/05/2024, DJe 24/06/2024 - reforca a exigencia de prova do dano.
  • 7. STF, ARE 1.560.244/RJ (Tema 1417), Rel. Min. Dias Toffoli - decisao de 26/11/2025 com suspensao nacional pelo art. 1.035, par. 5o do CPC, e decisao de 10/03/2026 limitando a suspensao as hipoteses do art. 256, par. 3o do CBA, comunicada pelo Oficio Circular STF 18/2026 de 12/03/2026.
  • 8. EUR-Lex, Regulamento (CE) 261/2004, Artigo 7o - sustenta o contraste com o modelo europeu, que nao se aplica no Brasil.

NAO CONFIRMADOS, E POR ISSO FORA DA PAGINA: julgamento de merito do Tema 1417 (nenhuma fonte indicou tese ate 20/08/2026; as paginas oficiais do STF sobre o tema estao bloqueadas por robots.txt); se a suspensao nacional segue formalmente vigente hoje; dispositivo da Res. 400 sobre alteracao programada de aeroporto e traslado nessa hipotese (verificada a norma inteira, nao existe, e a pagina diz isso com todas as letras); dispositivo especifico sobre antecipacao de voo (nao existe artigo proprio, e o caso se resolve pelo art. 12, par. 1o, II); texto literal do art. 317 do CBA sobre prescricao bienal (o Planalto trunca a Lei 7.565/86); julgado do STJ em sentido contrario ao entendimento de 2018; julgado do STJ sobre prescricao de 5 anos especificamente em voo domestico; numero e prazo da consulta publica da ANAC sobre a revisao da Res. 400.

REVISAO: gatilho, quando o STF julgar o merito do Tema 1417, porque a pagina muda de orientacao. Gatilho tambem se a ANAC publicar a revisao da Resolucao 400. Revisao ordinaria em janeiro de 2027.

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