Rituximabe negado pelo plano ou SUS: como conseguir na Justiça
✓ Atualizado em 28 de outubro de 2026 · Revisão: Dr. Fabrício Santos Cruvinel, OAB 51.741
Rituximabe negado pelo SUS ou pelo plano: as doenças em que o SUS fornece, onde se pede em cada caso, as diretrizes da ANS, o preço na CMED, a Justiça competente e o relatório que sustenta o pedido.
Rituximabe tem no SUS?
O rituximabe, vendido como MabThera, é receitado tanto para linfoma e leucemia quanto para doenças autoimunes, e o caminho no SUS muda conforme a doença que está na receita.
No câncer, ele está incorporado no linfoma folicular em primeira e segunda linha (Portaria nº 63, de 27/12/2013), na leucemia linfocítica crônica em primeiro tratamento, com fludarabina e ciclofosfamida (Portaria SECTICS nº 42, de 21/07/2023), e no linfoma difuso de grandes células B, com o esquema R-CHOP do protocolo de 2014. O protocolo de linfoma folicular foi atualizado pela Portaria Conjunta SAES/SCTIE nº 99, de 20/10/2026, publicada em 28/10/2026.
Fora do câncer, a lista também é longa.
| Doença | Situação no SUS | Onde se pede |
|---|---|---|
| Linfoma folicular, primeira e segunda linha | incorporado (Portaria nº 63/2013) | hospital habilitado em oncologia |
| Linfoma difuso de grandes células B, com CHOP | no protocolo (Portaria SAS nº 956/2014) | hospital habilitado em oncologia |
| Leucemia linfocítica crônica, primeiro tratamento | incorporado (Portaria SECTICS nº 42/2023) | hospital habilitado em oncologia |
| Artrite reumatoide | incorporado (Portaria nº 24/2012) | farmácia de alto custo, com LME |
| Vasculite ANCA, indução e manutenção | incorporado (Portarias SECTICS nº 44/2023 e SCTIE nº 49/2026) | farmácia de alto custo, com LME |
| Trombocitopenia imune primária, adultos e crianças | incorporado (Portarias SECTICS nº 63/2024 e nº 21/2025) | confirmar no serviço onde a pessoa se trata |
| Síndrome nefrótica corticodependente, crianças e adolescentes | incorporado (Portaria SECTICS nº 77/2025) | confirmar no serviço onde a pessoa se trata |
| Pênfigo vulgar moderado a grave, adultos | incorporado (Portaria SCTIE nº 58/2026) | confirmar no serviço onde a pessoa se trata |
| Lúpus, miastenia gravis e outros usos fora da bula | não incorporado | só pela Justiça |
Dentro do próprio linfoma folicular há limites. A Conitec recusou o rituximabe sozinho no linfoma folicular sem sintomas (Portaria SECTICS nº 31/2024), e o protocolo de 2026 não prevê a manutenção só com rituximabe para quem respondeu à quimioterapia. A versão subcutânea também não foi incorporada (Portarias SCTIE nº 17 e nº 18/2018).
Para o linfoma difuso de grandes células B, o uso em manutenção ou resgate está em consulta pública desde agosto de 2026, ainda sem decisão.
Como conseguir rituximabe pelo SUS
No linfoma e na leucemia, o rituximabe não sai da farmácia de alto custo. Desde a Portaria GM/MS 8.477/2025, que criou o Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia, o AF-Onco, ele é comprado de forma centralizada pelo Ministério da Saúde e aplicado no hospital habilitado em oncologia onde a pessoa faz o tratamento. Quem pede é o hematologista ou o oncologista do hospital.
Na artrite reumatoide e na vasculite, o caminho é outro.
O pedido vai à farmácia de alto custo do estado, pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, com o Cartão Nacional de Saúde, um documento de identidade, o comprovante de residência, a receita, o LME, que é o laudo preenchido pelo médico, e os exames que o protocolo da doença pede. A receita e o laudo podem vir de médico particular.
Pênfigo e vasculite em manutenção entraram em 2026. Depois da incorporação, o Ministério da Saúde tem até 180 dias para oferecer o remédio, pelo art. 25 do Decreto 7.646/2011. Passado esse prazo, a negativa pode ir à Justiça.
Quem tem linfoma folicular que voltou deve saber que o protocolo de 2026 prevê também a lenalidomida com rituximabe. As regras gerais de medicamento de alto custo pelo SUS ou plano valem para todos esses casos.
Rituximabe pelo plano de saúde
No linfoma e na leucemia, o rituximabe aplicado na clínica ou no hospital tem cobertura como quimioterapia oncológica ambulatorial, que é o item do rol da ANS para remédio de câncer aplicado sob supervisão de profissional de saúde. Está no art. 18, IX, da Resolução Normativa 465/2021, e esse item não depende de diretriz própria.
Fora do câncer, duas diretrizes da ANS nomeiam o rituximabe.
A diretriz 65.17 obriga a cobertura na vasculite ANCA ativa e grave, para induzir a remissão em quem tem diagnóstico recente e está em idade fértil, ou na volta da doença. A diretriz 65.23, em vigor desde 04/05/2026, cobre a trombocitopenia imune primária em crianças, adolescentes e adultos, nas fases persistente ou crônica, quando o primeiro tratamento não funcionou, criou dependência ou é contraindicado.
Pênfigo, miastenia, lúpus e outros usos não têm diretriz.
Aí a negativa vem como fora do rol, e o pedido segue os critérios que o STF fixou em 2025, explicados em advogado plano de saúde. Lembrando que a Lei 9.656/1998, que é a lei dos planos, manda a ANS incluir no rol, em até 60 dias, o que o SUS incorporou por recomendação da Conitec, como o pênfigo em setembro de 2026.
O rituximabe não é remédio de uso em casa. A bula diz "uso restrito a estabelecimentos de saúde", e o STJ já decidiu que injeção que precisa de supervisão direta de profissional não entra na exclusão do uso domiciliar.
Preço do rituximabe
Na tabela da CMED, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, publicada em 09/10/2026, o frasco de 500 mg do MabThera tem preço fábrica de R$ 9.677,91.
| Apresentação | PF (ICMS 0%) | PMVG (ICMS 0%) |
|---|---|---|
| MabThera 500 mg/50 mL, 1 frasco | R$ 9.677,91 | R$ 7.762,65 |
| MabThera 100 mg/10 mL, 2 frascos | R$ 3.877,02 | R$ 3.109,76 |
| MabThera SC 1.400 mg | R$ 12.641,81 | R$ 10.140,00 |
| Truxima 500 mg/50 mL | R$ 9.677,91 | R$ 7.762,65 |
| Riximyo 500 mg/50 mL | R$ 9.677,89 | R$ 7.762,64 |
O PF é o preço fábrica, a base da tabela. O PMVG, preço máximo de venda ao governo, é o PF com o desconto obrigatório de 19,79% nas vendas ao poder público, e vale também para compra feita por ordem judicial. As apresentações do MabThera são isentas de ICMS, então o preço que vale é o da coluna de 0%, a mesma que o STF usa para definir a Justiça.
Há outros rituximabes com registro ativo na Anvisa, como Truxima, Riximyo, Ruxience, Vivaxxia e Tuxyn.
O custo de um ano depende da dose e do número de aplicações da receita, e é essa conta, feita pelo PMVG, que a ação precisa mostrar.
Rituximabe negado pelo SUS: o caminho na Justiça
Quando a doença está no protocolo e o remédio não sai, a ação cobra o que já é obrigação do SUS, e a negativa por escrito do hospital ou da farmácia é a prova principal.
Agora, quando o uso não está incorporado, como no lúpus, na miastenia, na manutenção isolada do linfoma folicular ou na versão subcutânea, o juiz só pode mandar fornecer se os seis requisitos do Tema 6 do Supremo Tribunal Federal estiverem provados ao mesmo tempo: negativa do SUS, situação na Conitec, falta de substituto nas listas, estudo de alto nível, laudo fundamentado e falta de dinheiro para pagar.
O requisito da Conitec, que é a comissão que assessora o Ministério da Saúde, muda conforme o uso.
Onde a Conitec já disse não, como no linfoma folicular sem sintomas e na versão subcutânea, é preciso provar que a decisão foi ilegal, e o juiz não pode rever o mérito técnico dela. Onde nunca houve pedido de incorporação, como no lúpus, basta mostrar essa ausência, até com o link do site da Conitec. Dá pra pedir nos dois casos, mas o primeiro é bem mais estreito.
E o mais importante, o juiz não decide só com o laudo do médico: a tese manda ouvir antes o NATJUS, o núcleo técnico do Judiciário, sempre que houver um na região.
Na Justiça competente, o rituximabe de câncer incorporado segue o item 6.2 do Tema 1.234 para ações propostas desde 22/10/2025: como a compra é centralizada pelo Ministério da Saúde, a ação vai para a Justiça Federal. Para os usos não incorporados, vale o valor: Justiça Federal quando um ano de tratamento custa 210 salários mínimos ou mais pelo PMVG, ou seja, R$ 340.410,00 em 2026. Abaixo disso, Justiça Estadual.
Se o SUS já negou, mande a sua situação pelo WhatsApp com a doença e o que o médico receitou. A conversa inicial serve para entender o caso e dizer qual caminho cabe nele.

Rituximabe negado pelo plano: o caminho na Justiça
O primeiro passo é a negativa da operadora por escrito, com o motivo. Você pode pedir que ela venha assim.
No linfoma e na leucemia, a negativa por rol não se encaixa, porque a aplicação entra como quimioterapia ambulatorial. Na vasculite e na trombocitopenia imune, o que se confere é se o caso cumpre a diretriz. Nas outras doenças autoimunes, o pedido segue os critérios do STF para tratamento fora do rol, e o juiz precisa consultar o NATJUS antes de decidir.
Agora a ação, com a negativa e o relatório em mãos, pode vir com pedido de liminar, que é a decisão urgente dada no começo do processo. Como ela funciona está em liminar contra plano de saúde.
Se a operadora negou, mande a negativa e o relatório pelo WhatsApp. A conversa inicial serve para dizer o que ainda falta antes do pedido.
Se é isso que está acontecendo com você, mande sua situação pelo WhatsApp. A conversa inicial serve para entender o seu caso.
Falar com um advogado no WhatsAppO que os tribunais têm decidido
O Superior Tribunal de Justiça julgou um caso de rituximabe receitado fora da bula e aplicado na veia, e considerou abusiva a recusa do plano, "ainda que se trate de fármaco off-label" (AgInt no AREsp 1.964.268, Quarta Turma, 12/06/2023).
No Tribunal de Justiça de São Paulo, a 9ª Câmara de Direito Privado manteve a cobertura do MabThera negado porque a doença não estava na diretriz da ANS (Apelação nº 1010101-60.2020.8.26.0008, julgada em 05/07/2021). É decisão anterior à Lei 14.454/2022 e aos critérios do STF de 2025.
Contra o SUS, a 5ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal manteve o fornecimento para pênfigo vulgar pelos Temas 6 e 1.234 (Apelação nº 0714328-91.2025.8.07.0018, julgada em 09/07/2026). Dois meses depois, o pênfigo foi incorporado.
Os tribunais também negam.
Em 25/08/2026, a 8ª Turma Cível do mesmo tribunal anulou a sentença que obrigava o plano a fornecer rituximabe para miastenia gravis, fora da bula, porque o juiz não tinha consultado o NATJUS antes (Apelação nº 0730272-69.2025.8.07.0007).
O relatório médico que sustenta o pedido
O relatório precisa dizer qual é a doença com o CID e em que fase ela está. No linfoma, o tipo, se é CD20 positivo, a linha de tratamento e o esquema em que o rituximabe entra; na doença autoimune, a gravidade, os tratamentos já feitos e por que pararam, e, na trombocitopenia, se houve falta de resposta, dependência ou contraindicação ao primeiro tratamento.
Também precisa da dose, do número de aplicações e do que acontece se o tratamento esperar.
Contra o SUS, entram ainda por que os remédios das listas não servem e quais estudos sustentam o uso, porque a tese do STF só aceita ensaio clínico randomizado, revisão sistemática ou meta-análise.
Na experiência do escritório, o ponto que mais falta é a doença e a fase escritas com clareza, porque o rituximabe tem caminhos tão diferentes que o relatório genérico manda o pedido para o lugar errado.
Resumindo
| Situação | Caminho |
|---|---|
| Linfoma ou leucemia, no protocolo | pedido no hospital habilitado em oncologia |
| Artrite reumatoide ou vasculite | farmácia de alto custo, com LME |
| Uso não incorporado, no SUS | ação com os seis requisitos do Tema 6 |
| Câncer, pelo plano | cobertura como quimioterapia ambulatorial |
| Vasculite ou trombocitopenia imune, pelo plano | cobertura nas condições da diretriz |
| Outra doença autoimune, pelo plano | ação pelos critérios do STF para fora do rol |
Vale a pena chamar quem já faz pedido de remédio
Dá pra pedir rituximabe na Justiça com qualquer advogado, e muita gente pede.
Só que poucos remédios têm tantos caminhos. O mesmo remédio é de hospital no linfoma e de farmácia de alto custo na artrite, tem diretriz da ANS na vasculite e não tem no pênfigo, e cada caso muda o requisito a provar, a Justiça e quem responde.
Quem já fez isso muitas vezes começa pela doença e pela negativa, e só depois escolhe o pedido.
O que acontece com quem começa sozinho
É um pouco mais demorado no começo, porque exige separar a negativa certa e montar o relatório com a fase da doença, mas é o que sustenta o pedido até o fim.
Na experiência do escritório, o caso que mais aparece é o do pedido de remédio de câncer feito na farmácia de alto custo, ou o contrário. O pedido precisa recomeçar no lugar certo, e o tempo corre.
Se você ou alguém da família recebeu um não para o rituximabe, mande a sua situação pelo WhatsApp quando puder, com a receita e a negativa que tiver. A conversa inicial serve para entender o caso e dizer qual caminho cabe nele.
Guias úteis aqui no site
- Advogado medicamento de alto custo: SUS e plano de saúde
- Lenalidomida negada pelo plano ou SUS: como conseguir na Justiça
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Perguntas frequentes
Rituximabe tem no SUS?
Como conseguir rituximabe pelo SUS?
O SUS fornece rituximabe para lúpus?
Rituximabe é quimioterapia?
Quanto custa o rituximabe 500 mg?
O plano de saúde cobre rituximabe?
Rituximabe subcutâneo tem no SUS?
O SUS fornece a manutenção com rituximabe no linfoma folicular?
A ação de rituximabe contra o SUS é na Justiça Federal ou Estadual?
O rituximabe para pênfigo foi incorporado, mas ainda não chegou. O que fazer?
O plano pode negar rituximabe por ser fora da bula?
Tenho renda. Ainda dá para pedir o rituximabe ao SUS na Justiça?
Preciso de advogado para pedir rituximabe?
O escritório atende fora de Goiás?
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Fontes e base legal
Ver a legislação, os julgados e os endereços consultados
- 1. Ministério da Saúde, portarias de incorporação do rituximabe: nº 24, de 10/09/2012 (artrite reumatoide); nº 63, de 27/12/2013 (linfoma folicular); SECTICS/MS nº 42, de 21/07/2023 (leucemia linfocítica crônica); SECTICS/MS nº 44, de 27/07/2023 (vasculite ANCA); SECTICS/MS nº 63, de 20/12/2024, e nº 21, de 12/05/2025 (trombocitopenia imune primária); SECTICS/MS nº 77, de 30/09/2025 (síndrome nefrótica); SCTIE/MS nº 49, de 20/07/2026 (manutenção na vasculite); SCTIE/MS nº 58, de 28/09/2026 (pênfigo vulgar).
- 2. Ministério da Saúde, portarias de não incorporação: SCTIE/MS nº 17 e nº 18, de 10/07/2018 (rituximabe subcutâneo); SECTICS/MS nº 31, de 23/07/2024 (monoterapia no linfoma folicular assintomático). Conitec, Consulta Pública nº 69/2026.
- 3. Ministério da Saúde, Portaria Conjunta SAES/SCTIE nº 99, de 20/10/2026: Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Linfoma Folicular; Portaria SAS nº 956, de 26/09/2014: protocolo do Linfoma Difuso de Grandes Células B.
- 4. Ministério da Saúde, Portaria GM/MS nº 8.477/2025 (Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia) e lista de medicamentos do AF-Onco; Relação Nacional de Medicamentos Essenciais 2024; Portaria de Consolidação GM/MS nº 2/2017, Anexo XXVIII (Componente Especializado da Assistência Farmacêutica).
- 5. Bula do MabThera para profissionais de saúde, aprovada pela Anvisa em 29/04/2026; registro Anvisa nº 1.0100.0548.
- 6. Agência Nacional de Saúde Suplementar, Resolução Normativa 465/2021, artigo 18, IX, e Anexo II do Rol: Diretrizes de Utilização 64, 65.17 e 65.23 (Resolução Normativa 670/2026).
- 7. Lei 9.656/1998, artigo 10, VI e § 10; Lei 8.080/1990, artigo 19-R; Decreto 7.646/2011, artigo 25.
- 8. Supremo Tribunal Federal: Tema 6 de repercussão geral (RE 566.471) e Súmula Vinculante 61; Tema 1.234 (RE 1.366.243), com o referendo de 19/02/2026 que incluiu o item 6.2, e Súmula Vinculante 60; ADI 7.265, julgada em 18/09/2025.
- 9. Superior Tribunal de Justiça, AgInt no AREsp 1.964.268, Quarta Turma, julgado em 12/06/2023.
- 10. Tribunal de Justiça de São Paulo, Apelação nº 1010101-60.2020.8.26.0008, 9ª Câmara de Direito Privado, julgada em 05/07/2021.
- 11. Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios: Apelação nº 0714328-91.2025.8.07.0018, 5ª Turma Cível, 09/07/2026; Apelação nº 0730272-69.2025.8.07.0007, 8ª Turma Cível, 25/08/2026.
- 12. Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), lista de preços publicada em 09/10/2026; Resolução CMED nº 3/2011; Resolução CTE-CMED nº 1/2026.
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